Às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, reflita sobre a contribuição desse povo para as artes, ciências, literatura e política. A contribuição da população negra nas artes, ciências e política brasileira é marcante e está ganhando cada vez mais espaço em todas as áreas. Personagens negros fizeram história no país e até hoje têm importantes papéis na cultura e no governo. Eles reforçam a idéia de que o preconceito não está com nada, e o que importa é a capacidade de cada um. Na próxima segunda-feira será comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra, lembrado todo dia 20 de novembro.
Correio Braziliense
A contribuição da população negra nas
artes, ciências e política brasileira é marcante e está ganhando cada
vez mais espaço em todas as áreas. Personagens negros fizeram história
no país e até hoje têm importantes papéis na cultura e no governo. Eles
reforçam a idéia de que o preconceito não está com nada, e o que
importa é a capacidade de cada um. Na próxima segunda-feira será
comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra, lembrado todo dia 20 de
novembro. Essa foi a maneira escolhida para homenagear a história dos
negros no Brasil e o líder Zumbi dos Palmares.
Desde 1971 essa data é celebrada, e há três anos foi colocada em
prática uma lei que a inclui no calendário escolar. Foi em 20 de
novembro de 1695 que Zumbi foi morto em Pernambuco, lutando pela
libertação dos escravos. Ele morava no Quilombo dos Palmares, um lugar
onde viviam os escravos negros que conseguiam escapar das fazendas,
onde eram obrigados a trabalhar sem receber salário e em péssimas
condições.
O sonho de Zumbi era que todos os escravos pudessem viver e
trabalhar como os brancos, mas isso só aconteceu em 1888. Atualmente, a
escravidão é proibida no Brasil e os quilombos não abrigam mais
refugiados, e sim descendentes dos negros que moravam no país
antigamente. De acordo com levantamento da Fundação dos Palmares, ainda
existem cerca de 743 comunidades quilombolas, que mantêm as tradições
afro-brasileiras.
Eles brilham
| Zuleika de Souza/CB - 19/10/06 |
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Matilde Ribeiro
A Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial já fez parte do Movimento Negro e trabalha pela
conscientização da população.
“Hoje em dia temos muitos representantes da população negra na
política, seja em ministérios ou outras áreas do governo. É importante
que as crianças e jovens tenham essas referências e vejam que a
política deve refletir a sociedade, e a sociedade é formada por todos
os tipos de pessoas. O Brasil é um país que ainda tem muita
desigualdade, precisa haver uma mudança na postura das pessoas.
Precisamos ter exemplos dentro das nossas famílias, nas universidades e
no governo, e as crianças também devem fazer parte desse aprendizado.”
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| Divulgação/Nickelodeon - 17/8/05 |
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Jacarezinho
Com apenas 13 anos, o garoto faz o maior sucesso apresentando o
programa Patrulha Nick e reconhece a importância de seu papel na
televisão.
“Eu gosto muito de trabalhar na TV e sei que estou representando a
população negra, o que é importante. Isso é muito legal porque as
crianças se identificam com os atores negros que aparecem nos programas
e entendem que devem se orgulhar disso. Existem várias pessoas negras
trabalhando na televisão e acho que isso deve aumentar ainda mais com o
tempo. Vou fazer uma apresentação em comemoração ao Dia da Consciência
Negra para representar a nossa raça, acho que vai ser muito bom para as
crianças aprenderem mais sobre isso.”
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| Zé Paulo Cardeal/TV Globo |
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Nathalye Ambrósio
A estrela-mirim do seriado Antônia, quea Rede Globo começou a
exibir ontem, tem 6 anos e já sabe que é preciso valorizar a cultura
negra, principalmente o hip- hop.
“Eu comecei a ser atriz fazendo a personagem Emília no filme
Antônia, que depois virou o seriado. No programa, a minha personagem
mora em um bairro pobre e adora cantar rap, um tipo de música que eu
nunca tinha escutado e virou o meu preferido. A gente nunca vê alguém
cantando rap na televisão, achei legal fazer um seriado sobre isso
porque mostra a vida desses artistas que pouca gente conhece. Quando
outras crianças assistirem ao programa, elas vão ver que também podem
ser atores ou cantores, acho que isso é importante.”
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| Márcio de Souza/TV Globo - 10/10/06 |
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Jorge de Sá
Atualmente, o ator apresenta o programa Mandou Bem e faz o papel do
Salvador na novela Páginas da Vida. Para ele, precisamos ter igualdade
independentemente .
“São poucos os jovens negros que conseguem a chance que estou tendo
agora, sei que tenho muita responsabilidade. Estou representando uma
legião de pessoas e a luta delas na televisão. As coisas estão mudando,
estão sendo dadas mais oportunidades para os negros, as pessoas estão
mais conscientes. Acho que meu papel é um incentivo para as crianças
porque elas se identificam com o personagem e entendem que se ele está
em um bom lugar, elas também podem chegar lá. Para que as coisas mudem
na ficção, elas têm que mudar na vida real.”
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Grandes nomes
| SuperFilmes/Divulgação |
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Pixinguinha (1897 – 1973)
O apelido de Alfredo da Rocha Filho tem uma história engraçada. Ele
era chamado pelo avô de Pizindim, que significa "menino bom" em
um dialeto africano. Quando ainda era criança, pegou uma doença chamada
varíola e começou a ser chamado de Bexiguinha. A combinação dos dois
nomes gerou o apelido Pixinguinha, pelo qual o o músico é conhecido até
hoje. Desde pequeno ele teve contato com a música, e em 1911 já tocava
em bailes e quermesses. Ele era presença garantida em carnavais, peças
de teatro e orquestras, surpreendendo as platéias com o som de sua
flauta. Pixinguinha compôs sambas e chorinhos famosos, como Carinhoso,
Samba de nego e Ai, eu queria.
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| Embrafilme/Divulgação |
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Grande Otelo (1915 – 1993)
Com apenas 10 anos de idade, o ator foi para o Rio de Janeiro fazer
sua estréia na peça O tesouro da Serra Morena, e aprendeu um pouco de
música e canto na cidade. Sua carreira artística começou a ganhar
visibilidade em 1937, quando atuou na peça Maravilhosa. Ele chegou a
cantar com Carmen Miranda e fez comédias musicais com Oscarito. Grande
Otelo participou de filmes importantes, como Rio 40 Graus e Macunaíma.
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| Reprodução da Internet/Google |
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Heitor dos Prazeres (1898 – 1966)
O artista plástico carioca era filho de um marceneiro e decidiu
seguir a carreira do pai, trabalhando como lustrador de madeira.
Começou a tocar cavaquinho e compor músicas logo cedo, pois participava
de rodas e escolas de samba. Esse era o tema principal de suas
primeiras pinturas, que tinham como personagens malandros e mulatas.
Heitor participou da 1ª Bienal de Arte de São Paulo com o quadro
Moenda, e a partir daí levou suas obras a diversas exposições de arte.
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| Reprodução da Internet/Google |
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Lima Barreto (1881 – 1922)
O escritor brasileiro nasceu no Rio de Janeiro, onde estudou e
começou a cursar a faculdade de engenharia. Em 1904 ele começou a
escrever a primeira versão do romance Clara dos Anjos, que só foi
publicado anos depois. Seu trabalho não era reconhecido pelas pessoas
daquela época e ele costumava criticar os hábitos da sociedade. No
livro Recordações do escrivão Isaías Caminha, o personagem principal é
negro, pobre e vive em um meio injusto, situação igual a de muitas
pessoas atualmente.
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| Zuleika de Souza/CB/Reprodução - 22/9/98 |
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Machado de Assis (1839-1908)
Um dos mais importantes escritores brasileiros, Machado de Assis
deixou obras clássicas, muito populares até hoje. Alguns desses livros
foram traduzidos para várias línguas, como Memórias Póstumas de Brás
Cubas, Quincas Borba e Dom Quixote. O escritor participou da criação da
Academia Brasileira de Letras e teve parte de sua obra publicada em
grandes jornais e revistas da época.
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| Baltazar Câmara/Reprodução |
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Joaquim Nabuco (1849 – 1910)
Formado em direito, o jurista foi também escritor, diplomata e
político. Ele defendia o fim da escravidão e fundou uma publicação
chamada O Abolicionista, que tratava da emancipação dos escravos. Em
viagem à Europa, pediu ao papa Leão XIII um ato pessoal pela libertação
dos escravos.
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| Túlio M ugnaini/Reprodução |
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André Rebouças (1843 – 1898)
Nascido na Bahia, André Rebouças estudou engenharia e foi
responsável por grandes obras ferroviárias, portuárias e de saneamento
na época em que o Brasil ainda tinha províncias. Ele defendeu o fim da
escravidão e, ao lado de Joaquim Nabuco, criou o Centro Abolicionista
da Escola Politécnica, onde foi professor.
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Para saber mais
| Sylvia Mielnik/Nelson
Mielnik/Reprodução |
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Dicionário escolar afro-brasileiro
Nei Lopes
Selo Negro Edições
176 páginas
R$ 29,90
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| Editora FTD/Divulgação |
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Luana, a menina que viu o Brasil neném
Aroldo Macedo e Oswaldo Austino
Editora FTD
48 páginas
R$ 16,90
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| Rex Design/Editora Ática |
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Cidadania em preto e branco
Maria Aparecida S. Bento
Editora Ática
80 páginas
R$ 20,90
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