| Caveirão Não! |
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| 15 de março de 2007 | |||||
O caveirão é um carro blindado adaptado para ser um veículo militar.A palavra caveirão refere-se ao emblema do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), que aparece com destaque na lateral do veículo. Nas operações realizadas pelo caveirão, a polícia faz ameaças psicológicas e físicas aos moradores, com o intuito de intimidar as comunidades como um todo. O emblema do BOPE - uma caveira empalada numa espada sobre duas pistolas douradas - envia uma mensagem forte e inequívoca: o emblema simboliza o combate armado, a guerra e a morte. O tom e a linguagem utilizados pela polícia durante as operações com caveirão são hostis e autoritários. As ameaças e os insultos têm um efeito traumatizante sobre as comunidades, sendo as crianças especialmente vulneráveis. Alto-falantes montados na parte externa do veículo anunciam repetidamente a chegada do caveirão: "Crianças, saiam da rua, vai haver tiroteio" ou de forma mais ameaçadora: "Se você deve, eu vou pegar a sua alma". Quando o caveirão se aproxima de alguém na rua, a polícia grita pelo megafone: "Ei, você aí! Você é suspeito. Ande bem devagar, levante a blusa, vire... agora pode ir...".
A campanha do caveirão continuará suas atividades até que atinja os seus objetivos: retirar o caveirão mediante uma modificação na política de segurança pública, que dê fim à intimidação, discriminação e violência contra comunidades inteiras.
Leia:
"Moço, quem mora no morro não tem sonho" Relatório sobre o caveirão "Vim buscar sua alma" Veja: Fotos internas do caveirão publicadas pelo jornal O DIA Caveirão Não! Diversas organizações sociais estão organizando uma campanha contra o uso do "Caveirão" pela Polícia Militar do Rio de janeiro. "Caveirão" é o nome de veículos blindados e fortemente armados que entram nas favelas e áreas pobres da cidade com o intuito de "combater o tráfico de drogas". Mas, de acordo com os moradores e moradoras e os organizadores da campanha, "os métodos de ação do Caveirão são para implantar o medo, não para garantir segurança". Os policiais dentro do Caveirão podem efetuar disparos e intimidar a população sem serem identificados, além de relatos de que os alto-falantes do veículo assustam e ofendem os moradores e moradoras das favelas. Há relatos, inclusive, de que o Caveirão desfila pelas comunidades com corpos de jovens assassinados presos nos ganchos do veículo. A discussão entre os formuladores de política de segurança pública chega ao ponto de que o Caveirão é ainda muito "civil" para áreas cada vez mais "militarizadas" (leia mais aqui). Para os organizadores da campanha contra o Caveirão, o argumento vai justamente pela contramão: "Aceitar o uso do Caveirão é aceitar o discurso de que as comunidades vivem uma 'situação de guerra'. Esse argumento é a principal desculpa utilizada pelo governo e pela polícia para justificar as execuções sumárias, tiroteios indiscriminados e outros abusos cometidos por forças policiais nas favelas e comunidades pobres." Nas últimas semanas, mais de R$7 milhões foram gastos em duas aeronaves pelo Ministério da Justiça e pelo governo do Estado para fortalecer a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Para entrar em contato com a Campanha e colaborar: E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefones: (21) 2544-2320 / 9977-4916
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