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Direito dos Indígenas
Caigangues são presos
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| 29 de dezembro de 2005 | |||||||||
Sete líderes indígenas da etnia Kaingang foram
surpreendidos com voz de prisão, na última
terça-feira, na Polícia Federal de Chapecó, quando
se apresentaram para dar testemunho sobre a manifestação
que fizeram há uma semana. Juiz de plantão em São Miguel do Oeste, SC,
negou o pedido de Habeas Corpus. Estratégia é conhecida: criminalizar movimentos sociais e pessoas que defendem direitos humanos. Em
Santa Catarina, as terras dos povos indígenas e os seus direitos
têm sido desrespeitados em função de interesses
econômicos, políticos e eleitorais.
Justiça nega pedido de habeas corpus em favor de oito índiosda Agência FolhaO Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), nesta quinta-feira um pedido de habeas corpus em favor de oito índios da etnia caigangue que foram presos na segunda-feira em Chapecó (SC). Os oito índios são acusados de cárcere privado, por manter sete pessoas sob seu poder durante uma manifestação no último dia 19, na qual pediam agilidade na demarcação das reservas. Durante a tarde, cerca de vinte lideranças de Toldo Chimbangue e Toldo Pinhal _reservas das quais fazem parte --aguardavam na sede da Funai, em Chapecó, o desfecho da história. No dia anterior, havia ao menos mais 50 índios, que chegaram a realizar protestos no órgão contra as prisões. O administrador da Funai-SC, João Batista Oselame, disse que teme uma revolta. "O clima é de intranqüilidade." Segundo ele, as prisões foram "arbitrárias" e só deveriam ocorrer caso os índios fossem condenados pela Justiça. O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) também emitiu uma nota na qual disse considerar as prisões "injustas", e que os dois caciques que foram detidos não estavam nem sequer no local. De acordo com o Cimi, "está em curso mais um capítulo da antiga estratégia de criminalizar pessoas que lideram os grupos e povos na luta que estes desenvolvem para conquistar e garantir direitos à dignidade, à justiça e à vida". "Em Santa Catarina, as terras dos índios e os seus direitos têm sido desrespeitados em função de interesses econômicos, políticos e eleitorais", diz a nota. Os oito índios, levados ao presídio regional de Chapecó, continuam presos. Liberdade para os Kaingang injustamente presos em Santa Catarina
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