Julgamento de PMs acusados de matar dentista negro é adiado
03 de agosto de 2005
O julgamento dos policiais militares acusados de participação no assassinato do dentista negro Flávio Ferreira Sant`Ana, de 28 anos, marcado para esta quarta-feira, às 12h30m, no Fórum de Santana foi adiado novamente.




Diário de S.Paulo
Globo Online


SÃO PAULO - O julgamento dos policiais militares acusados de participação no assassinato do dentista negro Flávio Ferreira Sant`Ana, de 28 anos, marcado para esta quarta-feira, às 12h30m, no Fórum de Santana foi a aadiado novamente. Segundo assessoria do Tribunal de Justiça, o advogado Marcos Ribeiro de Freitas, de 65 anos, que representa três dos cinco acusados, alegou problemas de saúde. Em maio o júri já havia sido adiado.

O dentista Flávio Ferreira Sant'Ana foi morto no dia 3 de fevereiro de 2004. Os policiais atiraram e mataram o rapaz. Depois, tentaram dizer que o dentista foi morto por ter reagido e que estava armado.

O tenente Carlos Alberto de Souza, o cabo Ricardo Arce Rivera e o soldado Luciano José Dias serão julgados por homicídio duplamente qualificado, fraude processual - por acusação de terem forjado cenário de um tiroteio que não existiu, para justificar a morte de um inocente, então tratado como suspeito. Eles também serão julgados por porte ilegal de arma - o cabo Rivera tinha um revólver 357 particular e é acusado de tê-lo usado para incriminar o dentista. Os três aguardam o julgamento presos. Sant'Ana foi confundido com um suposto assaltante armado e morto com dois tiros que partiram da arma de Dias.

Os soldados Édson Assunção e Magno de Almeida Moraes serão julgados por coação no curso do processo, pois são acusados de ameaçar uma testemunha a mando do cabo Rivera. Respondem ao processo em liberdade. O soldado Ivanildo Soares da Cruz, acusado de fraude processual e porte ilegal de arma, teve a prisão preventiva revogada e recorreu da decisão que o mandou a júri popular. Aguarda manifestação do Tribunal de Justiça em liberdade. O soldado Deivis Júnior Lourenço, acusado pelos mesmos crimes, foi assassinado há meses durante tentativa de assalto na capital, segundo o advogado Marcos Ribeiro de Freitas.


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contribuição enviada por: Romeu Olmar Klich